Terça-feira, Julho 17, 2007

O Regresso do Gigantor Post



Saudações reais caros bloggers, freaks, chungas, pervertidos, depravados, wannabe's e what-not's

















O vosso King está de volta. Depois de mais uma ausencia de dois meses (mais dia menos dia) resolvi voltar ao meu cyber-kingdom. E desta vez, irei dar uma explicação pela minha falta de compromisso para com os meus cyber-súbditos? Sim, porque da última vez que me ausentei, fiquei de dar uma explicação... e nada.






Ok, eu desta vez explico.




A verdade é que eu tenho andado numa competição com um súbdito de nome Barrice (http://www.barrice.blogspot.com/) para ver qual de nós aguentava mais tempo sem por os pés no nosso reino cibernético. Eu ganhei. Ou seja, segundo este raciocínio eu sou mais preguiçoso que o Barrice... o que até é capaz de ser bem verdade. Pronto a explicação está dada. O quê?? Não gostaram?? Acharam-na fraca?? Paciência, não estou aqui para vos agradar em tudo, afinal de contas eu sou um rei e vocês meus súbditos ("-Come son of Jor-El. Kneel before Zod!!"... uhm, devaneio megalómano)







Então do que vamos falar hoje?? - Por favor, King mais um post cheio de filmes não. Ok? Pretty please, with sugar on top?? É que já não aguentamos.





Pois vamos falar de................. uhm, let me think..................... filmes. É isso mesmo. Boa ideia, súbditos.





-NNNNNNNNNNNNNNOOOOOOOOOOOOOOOO!! (a la Luke Skywalker no Star Wars-ESB)





Tenham calma, que antes disso eu ainda tenho umas coisinhas para desabafar acerca do Estado da Nação.







- Não sei o que é pior. Ouvir o King a criticar filmes ou a armar-se em intectualóide-revolucionário a "combater o sistema". Dos males venha o menor.










Estado da Nação








Recentemente, chegou aos meus ouvidos reais que um tal de Joe Berardo tinha resolvido investir no Benfica SAD. Se realmente investiu ou não, a verdade é que as acções do B-SAD dispararam em flecha como loucas. Quem as já tinha, teve um dia muito feliz e quem as comprou naquela altura arrependeu-se de não as ter comprado mais cedo... pelo menos 24 horas mais cedo.







Para quem não sabe o tal de Joe Berardo é um empresário/milionário da Madeira. O passado dele é um pouco misterioso. Apenas podemos dizer que construiu fortuna por estar nos sitios certos às horas certas... e ter fugido antes do rebentar (acreditem caros súbditos, existe sempre um BANG). Nas entrevistas que lhe fazem diz sempre que é uma pessoa muito simples e tudo o que conseguiu foi porque se rodeou das pessoas certas.




Ao que eu pergunto:




- Hey Joe, que tal dares-me uns desses teus "simples" milhões e quantas dessas "pessoas certas" tinham "passados errados" que tu descobriste? Can you say blackmail, Joe?





Acreditem, caros súbditos, ainda está para nascer o empresário que irá construir a sua fortuna, através de "jogo limpo". E se nascer, terá de se chamar Jesus.





Entretanto, estava o little Joe (não consigo evitar) a preparar-se para adquirir uma grande parte da B-SAD, quando aparece em cena um grupo de investidores chineses prontos para adquirirem uma parte do bolo. Pelo que soube, os rapazes do Oriente até queriam comprar o clube. Será que iam mudar o Glorioso para Pequim ou Shangai?? Já imaginaram o que o tuga normal teria que pagar para ver o seu querido clube jogar, numa solarenta tarde de domingo?







- Sim? Quele passagem pala Shangai com bilhete pala vele Benfica? Saile de Lisboa na sexta-feila. Chegale sabado de noite. Jogo domingo de talde. Obligatolio ouvile hino chinês. Viva Mao. São 2000 eulos. Não tem dinheilo? Então vá vele wlestling na sic ladical.






Ao que parece o mini Joe (não consigo mesmo evitar) ficou tão revoltado por causa da OPA dos chineses, que decidiu fazer birrinha e ameaçar tirar o seu investimento da B-SAD caso os homens do Oriente levassem a avante.





- Não fica chateado, Joe. All fail in love and wal. Quele clepe? Não?





Mas no final de contas quem é que fica a perder? O midget Joe? Os chineses? O Benfica?? Não caros súbditos. Quem, infelizmente como em todos os casos neste país, fica a perder é o zé povinho benfiquista, que embriagado por aquele alcóol chamado "manipulação de amor à camisola", comprou as acções da B-SAD na esperança de ajudar o clube (como se necessitase) e de talvez enriquecer um pouco. Azar, ainda ficaram piores do que quando começaram.









Chama-se a isto "especulação de mercado" caros súbditos. Vejam o Wall Street (o filme), podem aprender muito.





Ainda no Benfica (o clube anda muito na baila, ultimamente) foi apresentado à pouco tempo o uniforme oficial secundário. E a cor é um pouco diferente. Não sei como explicar. É um vermelho mais claro. Ok, por esta altura todos vocês já sabem...






O uniforme é cor-de-rosa. Ok, vamos lá raciocinar isto por uns momentos.





Estamos a falar do clube de futebol com a maior história no país. Com o maior número de adeptos. Nas últimas sondagens estavam acima do Manchester United. O grande representante da guerra desportiva entre o Sul e o Norte (não endorço esta ideia é apenas um facto). Possuidor de duas claques: os No Name Boys e os Diabos Vermelhos.




Agora falemos da cor.




Cor-de-rosa é uma cor que sempre foi associada ao sexo feminino. O seu significado implica fragilidade, calma e dócil. Tem também uma conotação mais negativa, a qual implica que um homem que use cor-de-rosa é maricas. Ou seja, em vocabulário mais corrente, gay. E embora seja uma cor que está muito na moda, através dos metrosexuais como o Cristiano Ronaldo e o David Beckham, a conotação negativa acaba por ter mais força e implica-los como gays (verdade ou mentira só o tempo dirá).





Agora juntemos estes factores ao futebol. Um jogo onde duas equipas de 11 individuos travam uma batalha por 2 horas. E sim, caros súbditos, quer haja fair-play ou não, o futebol é uma batalha. O campeonato uma guerra. And there can be only one. Imaginem o Benfica que tem uma enorme rivalidade com o Sporting, já para não falar do Porto, a entrar no campo de cor-de-rosa. Já imaginaram as bocas do público adversário? E não é só para a equipa.







- Olha as 11 flores. E os No Name Gays e os seus namorados os Pink Angels. Apanharam muitas
bichas no trânsito?





Acreditem no que vos digo caros súbditos, quem disse que achava bem a cor do uniforme, não vai achar piada nenhuma assim que o campeonato começar ou quando o Benfica começar a ir a jogos internacionais. Ou pior quando o Pinto da Costa começar com os seus comentários difamatórios. Algo me diz que este ano vamos ter um campeonato muito interessante.





Por outro lado pode ser que assim, aqueles jogadores de futebol que andam há muito tempo a guardar aquele "grande segredo" saiam do armário e passem a viver muito gays... quer dizer felizes. Olhem que são mais do que pensamos...










Já lá vão 2 meses que a pequena Maddie desapareceu e cada vez se tem menos esperanças de a encontrar viva. Da mesma forma, os media também começam a transmitir cada vez menos noticias sobre a menina e a casa onde os McCann habitam já não se encontra tão rodeada de jornalistas como anteriormente. Maddie tornou-se yesterday's news da mesma forma como todos os meninos portugueses e estrangeiros que desapareceram antes dela. Para o mundo a vida continua, a memória é curta e os media procuram a próxima tragédia que lhes traga mais audiências. É triste, mas infelizmente este é o mundo em que vivemos.










No mês passado, a 25 de Junho, Chris Benoit wrestler da WWE foi encontrado morto na sua casa, juntamente com a sua esposa e filho. Rapidamente a polícia apurou que se tratava de um caso de duplo homicídio-suicídio. Ou seja, Benoit matou a familia e depois a si mesmo. Segundo o relato da policia tanto a esposa como o filho foram encontrados asfixiados nas suas camas com uma Bíblia ao seu lado. Benoit, por sua vez enforcou-se numa máquina do seu ginásio. O acto atroz foi cometido durante o fim de semana, tendo a sua origem na sexta-feira à noite (morte da esposa) seguido no sábado de manhã (morte do filho) e a sua conclusão no domingo (suicidio de Benoit). A WWE ao tomar conhecimento do caso, cancelou o RAW de 25 de Junho e fez um programa em homenagem da vida e carreira de Benoit, onde mostravam combates e as reacções dos superstars da WWE ao trágico acontecimento. No entanto, no dia seguinte ao começar a surgir as primeiras suspeitas de duplo homicidio-suicidio juntamente com o encontrar de steroids na casa de Benoit, a WWE pôs-se na defesa e resolveu não só condenar o acto atroz de Benoit como nunca mais mencionar o seu nome em nenhum dos seus shows. Afinal de contas uma companhia que quer passar uma imagem de entretenimento cor-de-rosa, não se pode envolver com assassinos... especialmente quando essa mesma companhia pode ter tido culpa indirectamente. E mais não digo nem teorizo.




Durante estas semanas que têem passado, as opiniões sobre Benoit têem sido diversas e tão controversas como a sua morte. Fãs homenageiam a sua morte, outros condenam-o e outros que nunca gostaram de wrestling aproveitam para criticar ainda mais.






Pessoalmente, eu prefiro não me pronunciar sobre as últimas 48 horas da família Benoit neste mundo. Não é justo julgar alguém pelo que fez nas últimas horas da sua vida. Não é isso que faz da pessoa um herói ou um assassino. Se tivessem a hipótese de matar Adolf Hitler enquanto bébé, sabendo que no futuro ele iria tornar-se um ditador e assassino de massas, far-lo-ião? Eu creio que não. Segundo esse raciocinio também não posso condenar um homem pelo que fez nas suas últimas 48 horas, especialmente quando ninguém sabe a razão. Só Benoit a sabe. E ele levou-a para o outro mundo. Hei-de sempre me lembrar que foi atrávés de Benoit que começei a apreciar o aspecto técnico do wrestling e todo o trabalho e rigor que é necessário para criar performances memoráveis como ele criou inúmeras vezes. Da sua vida tiro que o trabalho árduo e a preseverância acabam sempre por compensar. Tudo o resto são cantigas...








Este post fica por aqui, mais se seguirão e faço o post dos filmes da próxima vez (alguém no cyber-espaço está neste momento a dizer. YEAH!!!!).






Saudações reais






King Nothing


... where's my crown???

Segunda-feira, Maio 07, 2007

O Post absurdamente enorme aka "A Ameaça do Gigantor Post!!"



Saudações caros bloggers, chungas, pervertidos, depravados, wannabe's e what-not's





Então como têem estado? Espero que bem. No meu reino as coisas têem ido com algum rumo. Ultimamente tenho estado cheio de trabalho (o que não é desculpa para aqui não aparecer) a fazer dobragens, na vã esperança que alguém diga: "Ó King, é a tua voz sexy e sensual que eu ouço na RTP2, naquele desenho animado tão gay?" e como técnico de som e luz num teatrinho infantil: "Ó King, que bem que coordenas o som e a luz... não queres vir mexer-me nos botões??".



Bom, mas chega de sonhos e vamos passar a coisas sérias (Kame-Hame-Ha). A verdade é que o pouco tempo que tenho tido livre, tem sido usado para descansar ou então ir ao cinema. O reino cibernético tem estado activo mas ignorado... até agora.



Assim sendo, vou hoje comentar não um nem dois filmes, mas sim seis filmes que vi nestes últimos tempos, começando pelo mais recente e acabando no mais antigo. Para quem já está a pensar: "Mas este gajo quer-me torturar ou quê??", não se preocupe. As críticas não vão ser tão longas como outras que escrevi no passado (são 6 filmes, bacanos!) e para quem quiser passar a crítica cinematográfica, também terei uma secção sobre o Estado da Nação.



Então vamos começar.





Spider-Man 3


O que se pode dizer acerca da franchising que lançou a moda dos filmes baseados em BD's? O que se pode dizer acerca de um realizador tão genial como Sam Raimi? Ou do facto que este é apenas o filme mais caro de sempre, orçamentado em 250 milhões de dólares?


Simples: que porcaria foi aquela que eu vi durante 2 horas e meia e onde estava a genialidade, Sam?


Antes que começem a mandar hate-mails, convém salientar que eu sou um fã incondicionado do Spider-Man. Eu cresci a ler as aventuras do aracnídeo. E não eram aquelas novas aventuras repescadas para a geração hip-hop (falo da Marvel Ultimate), não caros súbditos, eu assim como muitos outros lemos o old school Spider-Man, primeiro em brasileiro (alguém se lembra da Abril?) depois em português e mais tarde no original inglês. Antes da moda dos heróis pegar, já o vosso King era um geek dos comic books. Da mesma forma que sou um enorme admirador do trabalho do Sr. Sam "Evil Dead- Darkman" Raimi.


Mas não sou um fã deste filme.


Lembro-me quando vi o primeiro filme. Fiquei com um sabor amargo na boca. Não era bom, mas também não era mau. Os actores estavam bem, a realização também, mas o Spidey não convencia muito. Aliás a única altura em que realmente fiquei entusiasmado, foi no último minuto do filme quando Raimi nos revela pela primeira vez a Spidey-Cam (a camera que nos permitia acompanhar o aracnideo pelos arranha-céus de NY). Esse minuto de entusiasmo iria-se prolongar por toda a duração do segundo filme, Spider-Man 2. Simplesmente o melhor filme de BD feito até agora (Batman Begins fica bem perto). Era excelente em todos os aspectos. As melhores representações do franchising, os melhores efeitos, o melhor argumento. Os planetas estavam todos alinhados para que este filme resultasse. E assim foi.


Isso não acontece com Spidey 3. Como diria um colega meu, o filme é: lamechas, piroso, piegas e em certas alturas chega a ser um pouco mariquinhas-pé-de-salsa. Passo a explicar: o argumento é quase inexistente e cheio de lacunas. Personagens aparecem e desaparecem sem razão(como o Capt. Stacy que não está a fazer nada no filme). Motivos são expostos e depois descartados ( a filha de Flint Marko está a morrer mas é apenas um motivo para termos pena do personagem, assim que este é redimido deixa-se de falar da filha). Os actores parecem zombies a representar, sem energia nenhuma (principalmente Tobey Maguire e Kirsten Dunst, que eu costumo adorar), à excepção de Bruce Campbell (o Ash de Evil Dead) que está brilhante no seu 3º cameo no franchising assim como J.K. Simmons (no papel de J. Jonah Jameson). Topher Grace (Eddie Brock/Venom) representa da mesma forma que fazia na série "That 70's Show", Bryce Dallas Howard (Gwen Stacy) mais valia a pena não aparecer, porque só sabe manter os olhos abertos durante muito tempo, fazer expressões de preplexidade e mostrar que o seu talento está apenas no tamanho das suas glândulas mamárias e Thomas Haden Church (Flint Marko/Sandman) tenta fazer o melhor que pode com um papel tão mal-desenvolvido, sem grandes resultados. Quanto a James Franco (Harry Osborne/Hobgoblin) só tenho uma coisa a dizer: quem falou da "estranha relação" entre Frodo e Sam no LOTR então é porque ainda não viu a de Spidey e Hobgoblin... deveras assustador. Os momentos dramáticos em vez de conterem o peso emocional que merecem, são transformados em situações de telenovela, dignos de um episódios da Floribella ou dos Morangos com Açúcar.


Eu sei que vivemos na era do politicamente correcto, mas o que tem de ser dito deve ser dito.



Como já disse, em termos de realização o filme é fraquissímo, Sam Raimi parece que quis apressar as coisas e este foi o resultado. Uma salada mista cheia de cores mas que na realidade não sabe a nada. Os efeitos especiais estão aquém dos do 2º filme e em certas vezes, a camera move-se tão rapidamente que nem num ecrãn gigante se percebe o que está a acontecer. Quando vemos a cara de Peter Parker numa luta, percebemos logo que se trata de CGI (no segundo filme isso não acontecia, vejam a morte do Dr. Octupus... grande plano). Personagens que não têem relevância nenhuma durante o filme(mordomo?), aparecem no final para divulgarem "aquela importante informação" que vai decidir o fecho do filme e diálogos-chave direccionados ao herói são feitos em planos desfocados (como foi o caso da Tia May a falar com Peter).Venom, um vilão de enorme importância no universo Marvel, é aqui tratado como um simples simbionte-extraterrestre-brutamontes sem nunca apelar à sua parte psicológica (a dualidade Eddie Brock/Venom). Na realidade, nem parece um filme de Sam Raimi. Se calhar foi realizado por Brett Ratner.



250 milhões de dólares. Financiava-se perto de 50 filmes em Portugal. Dava para mais que um ano. Conseguem imaginar??


Resultado final: Spider-Man- 3 estrelas


Spider-Man 2- 5 estrelas


Spider-Man 3- 1 estrela


300



300 é um filme realizado por Zack Snyder (realizador do fabuloso remake de Dawn of the Dead) e baseado na graphic novel de Frank Miller (criador de Sin City). Da mesma forma que já tinhamos presenciado em Sin City de Robert Rodriguez, 300 é filmado por inteiro, usando a tecnologia de blue/green-screen também conhecida por chroma-key. O resultado é extremamente positivo. Visualmente ficamos com a impressão de estar num mundo que não nos é completamente real; como num sonho... ou numa graphic novel.


A história é passada no século V a.C. onde 300 espartanos liderados pelo Rei Leónidas (interpretado por Gerard Butler) impedem a invasão de Xerxes (interpretado por Rodrigo Santoro) e do seu exército Persa, composto por centenas de milhares de soldados. Ao contrário do que se possa acreditar, este filme não é baseado em factos verídicos. É sim, baseado na graphic novel de Frank Miller e na forma como este interpretou a batalha de Termópolis. Se lerem a obra "Os Persas" de Ésquilo irão encontrar uma versão muito diferente do conto da batalha. Por isso, caro Sr. Primeiro-Ministro do Irão, não vale a pena falar mal do filme e dizer que este retrata mal os Persas, porque existem vários pontos de vista. Já para não falar que não existem nem nunca existiram trolls e carrascos gordos com lâminas no lugar dos braços. "Hello, anybody home?? Think Mcfly, think."


Voltando ao filme.

Pura testosterona. Simples e directo. Tanto o argumento como a interpretação salientam isso logo no ínicio do filme. Aqui não há momentos para dúvidas existenciais ou introspecções acerca do que é correcto ou não. Existe um caminho a seguir e não se hesita. E quem estiver a impedir, passa-se por cima. O culto do corpo não é visto aqui como um aspecto de vanidade e sim como uma necessidade do rigor da vida de um espartano. As coreografias militares não têem o objectivo de enaltecer o ensino militar, mas sim de mostrar a funcionalidade/propósito da defesa de um povo perante um inimigo avassalador. Criar o maior dano possível da forma mais directa e no mínimo tempo possível. Lutar, viver e morrer sempre com honra. Conceitos considerados pelos olhos da sociedade actual, como retrógados, extremistas e quasi-fascistas. Talvez... e talvez não. Deixo à vossa opinião.


Cinematograficamente falando, é tal como Sin City, um avanço da era digital e um presságio de como os filmes do futuro serão. No entanto, poder-se-à considerar merecedor do título nu-epic ou nouveau-epic ? Acho que não. E passo a explicar. Um épico é um filme considerado por natureza como um fime grandioso... larger than life. Não é só a história que é grandiosa ou as representações dos actores ou o realizador. São também os cenários e as localidades escolhidas que fazem um épico. Em suma, para um épico ser um épico, tem que existir uma ligação sensorial entre o espectador e a imagem. Uma entrega completa da parte do espectador. Aquilo que ele está a ver naquele momento é real. Palpável... ainda que seja apenas uma imagem projectada num ecran. Filmes como "Lawrence of Arabia" e "Gone With The Wind" são épicos. "Star Wars" é um épico; "Lord of the Rings" é um nu-epic porque usa a tecnologia actual em harmonia com os cenários/localidades e consegue dar-nos (público) essa realidade palpável.


300 é um sonho. E por isso encontra-se num género aparte, ainda não categorizado. Mas isso não faz dele um mau filme. Muito pelo contrário.


4 estrelas


Sunshine-Missão Solar


O Sol está a morrer. Num futuro próximo, a Humanidade envia uma equipe de cientistas ao coração do Sol, na esperança de reiniciar a nossa estrela e assim salvar a Terra da destruição total. No entanto, algo tentará impedir os nossoas heróis de cumprirem a sua missão...


Realizado por Danny Boyle (Trainspotting e 28 Days Later), Sunshine tinha todos os ingredientes para ser melhor do que realmente é. Infelizmente, não consegue ser. Os primeiros 40 minutos de filme estão muito bem conseguidos. O realizador consegue criar um clima de suspense bastante agradável, mas depois não o consegue manter. Assim, o filme fica reduzido a um conjunto de heróis mal caracterizados (nunca nos chegamos a preocupar com eles), um vilão estereotipado e desnecessário num filme de ficção cientifica e um conjunto de homages cinematográficas. Acabamos por ficar com a impressão, que para este filme se redimir era necessário ver a morte do Sol e assim a destruição da Terra. Mas o dinheiro para o orçamento vem das terras do Uncle Sam... logo, nada feito.

Não se espantem se ao virem o filme ficarem com a sensação que já viram algo parecido. Alien, 2001, Event Horizon, Solaris, Mission to Mars... há para todos os gostos em Sunshine e estão todos lá.

Como diria Sigmund Freud: "Close, but no cigar!"

2 estrelas

The Number 23


Jim Carey está obcecado com o número 23 e com todos os significados que este representa. Realizado por Joel Schumacher (PhoneBooth e Batman & Robin) que na última década tem feito mais desilusões que sucessos, o Número 23 não é mais nada que um thriller cheio de boas intenções mas que não cumpre aquilo que promete. O argumento é previsível e minimalista. As representações são básicas. Nota-se que Jim Carey quer ser visto como um actor sério e não como o cómico de filmes como Ace Ventura, mas o estúdio fala mais alto e de vez em quando lá se vê uma "careta" ou "piadinha fácil" para entreter um público já meio adormecido. Virginia Madsen tenta a todo o custo ser femme fatale que foi outrora, noutros filmes, mas o argumento não lhe permite.

Joel Schumacher necessita de rever filmes seus como: A Time to Kill, Tigerland, The Lost Boys e PhoneBooth para perceber o que é que tem andado a fazer mal durante estes últimos anos. Senão habilita-se a ficar desempregado em Hollywood e ir fazer filmes para a Europa de Leste (com o Steven Seagal... que horror) ou então a dar aulas como professor/realizador frustrado.

Ainda acredito em si, Mr. Schumacher


2 estrelas


Notes on a Scandal- Notas de um Escandalo


Que surpresa agradável e refrescante! Raras são as vezes em que vemos duas gerações diferentes de actrizes numa comédia negra... onde os papeis principais são femininos.

Barbara Covett (Judi Dench) é uma professora numa escola preparatória. A sua vida resume-se à escola e ao seu diário. É solteira, lésbica e frustrada. Entra Sheba Hart (Cate Blanchett), a jovem professora de Artes, de espírito irreverente, liberal, bela e casada com um homem mais velho. Quando Sheba se deixa seduzir por um jovem aluno de 15 anos e se apaixona por este, Barbara vê isso como uma oportunidade para se aproximar de Sheba e ganhar uma confidente... e quem sabe algo mais.

O realizador Richard Eyre dirige este filme com sábia mestria, aproveitando as qualidades que um elenco de luxo lhe propõe sem nunca tornar a história banal. Ambas as actrizes estão no seu melhor, recusando-se a cairem em estereótipos ou a readaptarem registos representativos prévios. É esta a diferença entre grandes actores/actrizes e os outros. Certas situações chegam a ser pitorescas mas nunca perdem o peso dramático.

Para quem gosta de ver bom cinema que não necessita de grandes orçamentos para encherem o olho ao espectador.

5 estrelas



Curse of the Golden Flower- A Maldição da Flor Dourada

Este filme é o terceiro da trilogia wushu, iniciada com Hero. Zhang Yimou resolve terminar esta saga com um trama digno das tragédias gregas da Antiguidade Clássica... a diferença sendo que esta passa-se no Palácio Imperial da China. Com referências a obras de Shakespeare como Otelo, Macbeth, Hamlet e Lear este filme acaba em certas vezes por perder-se, visto a sua simbologia ser tão extensa. A ostenticidade também não ajuda. É um filme tão carregado de cores e adereços tão minuciosamente trabalhados, que a linha entre o bom gosto e a pirosisse, desaparece por completo. Em certas alturas ficamos deslumbrados com a riqueza e o detalhe, noutras parece que estamos numa loja dos 300.

O argumento é o mais fraco da trilogia e isso nota-se. Enquanto que Hero era como que uma ode ao herói solitário e altruísta e House of Flying Daggers um história de amor e sacrifício ao bom estilo asiático, Curse of the Golden Flower é uma história sobre loucura e uma vingança que não chega a ser cumprida. Talvez seja por isso que dos três filmes tenha sido aquele mais mal recebido pelo público geral. Somos ao longo de quase duas horas, preparados para um acto de retaliação que não só era já adivinhado, como depois de fracassado é imediatamente descartado, como se nunca tivesse existido. Se calhar era esse o objectivo. Fazer-nos ver que qualquer acto é irrelevante quando é contra um inimigo que nos conheçe e é superior a nós. Não concordo com esse ponto de vista, mas respeito-o.

Ambos os actores principais conseguem representações muito seguras (Chow-Yun-Fat e Gong Li) assim como certos elementos secundários. Infelizmente os secundários mais predominantes acabam por ser os actores mais jovens e nenhum deles possuí a bagagem emocional para suportar papeis de cariz tão dramático, como estes aqui representados.

Para piorar a situação quando vi este filme no Alvaláxia, a imagem estava constantemente desfocada e o som ora aumentava ora diminuiva. No final, quando me fui queixar, disseram-me que o problema já estava nas bobines e que vinha assim da origem. PPPlllleeeaaassseee, então isso quer dizer que têem andado a exibir um filme durante quase um mês e ninguém reparou nisso, até eu me queixar?? Terei eu sido o primeiro?? Yeah, right! Pelo menos deram-me um bilhete de graça para o filme que ia ver a seguir. Not bad. Já sabem, quando acham que estão a ser mal servidos, queixem-se.


3 estrelas



Estado da Nação

O Sócrates é PM. O Sócrates lixa-nos com as suas reformas. O Sócrates não é licenciado. Quem é estúpido, quem é?? Digam comigo, todos juntos: NÓS!!!


No domingo passado o Fidel Castro voltou a ser re-eleito Presidente do Governo Regional da Madeira... uhm, no comments!!


Ingleses vêem passear a Portugal. Ingleses trazem uma filhota. Ingleses vão para a party (swingers?). Filhota fica alone in casa. Filhota é raptada. Quem é responsável, quem é? Digam comigo, todos juntos: NÓS!! (pelo menos é o que diz o governo e os media estrangeiros)



King Nothing

... where's my crown???

Sábado, Março 17, 2007

Ghost Rider & Pensamentos Aleatórios



Saudações caros bloggers, freaks, chungas, pervertidos, depravados, wannabe's e what-not's



Aqui estamos nós, de volta para mais um post deste vosso King. Primeiro a crítica sobre um filme que fui ver ontem e depois os mistérios que envolvem este país ao qual pertencemos.



Ontem vi o Ghost Rider, e posso dizer que para um filme que vive, essencialmente, de clichés até não está nada mal. É divertido q.b e não se tenta levar muito a sério.


Na realidade, o vosso King não tinha muito interesse em ver o GR. Tinha visto o trailer que não me tinha surpreendido (muitos fx mas nada de novo ou estimulante) e depois de grandes desilusões como "Superman Returns" e "X-Men - The Last Stand" estava mais decidido a esperar por filmes como "Spider-Man 3" do que ver mais um herói da grande Marvel a ser sub-aproveitado em prol das pipocas que os cinemas iam vender e dos milhões que o estúdio ia ganhar. No entanto, acabei por ser convencido por um colega meu a ver o filme e depois de um dia de trabalho, verdade seja dita, também não estava com muita paciência para ver um "ensaio sobre Nietzsche".


Não estava muito errado. O filme é sub-aproveitado em certos aspectos, mas não deixa de ser duas horas de pura diversão.


Ghost Rider, foi criado pelos escritores Roy Thomas e Gary Friedrich e por Mike Ploog em 1972 para a Marvel Comics. Nunca foi considerado um herói nos mesmos termos que Spider-Man ou o Capitão América, na realidade GR aproxima-se mais do anti-herói (como Luke Cage ou mesmo Blade) uma característica muito típica dos anos 70, se tivermos em conta o historial social da América daquela altura. Resumindo a sua origem, Johnny Blaze um motoqueiro stuntman, faz um pacto com o Diabo para salvar o seu padrasto (no filme o seu pai) e transforma-se na arma demoniaca, Ghost Rider. O filme usa aspectos de Johnny Blaze e de Daniel Ketch (um segundo GR) para criar o seu próprio Rider. Mantem o nome de Johnny Blaze por este ser o Rider mais conhecido (e por ter um nome mais cool que Daniel Ketch"-up?").


Mark Steven Johnson, o realizador, parece querer redimir-se aqui, depois de fracassos como Daredevil e o desastroso Elektra. Não explora por completo o aspecto sobrenatural/gore de GR, mas também não tem muitas hipóteses quando se trata de um filme PG-13 ( maiores de 12). Podia ter sido melhor se tivesse uma classificação R (restricted- maiores de 16). O uso de clichés (tanto humorísticos como de situação) estão bem inter-ligados e acabam mesmo por ocultar certas fragilidades do argumento (como os vilões). Os efeitos especiais são bem conseguidos e acabamos por nos esquecer que estamos a ver um esqueleto ambulante feito por computador. Nicolas Cage prova que mesmo com 43 anos de idade consegue ter um físico que faz inveja a muitos "rapazolas" com metade da sua idade e cria em Johnny Blaze, um Elvis motard. Todos os seus movimentos (especialmente quando aponta o dedo a alguém) são característicos do King of Rock'n Roll. Sam Elliott tem uma performance contida mas segura, tipica de um papel secundário predominante, na forma de Carter Slade o antigo GR, que como uma espécie de Yoda ensina Johnny Blaze a controlar os poderes de GR. Peter Fonda no papel de Mefistófeles acaba por ser o actor mais sub-aproveitado de todo o filme (principalmente se tivermos em conta a enorme capacidade artística de Fonda). Parece que a sua presença no filme é apenas uma desculpa para nos lembrar que Fonda também apareceu noutro filme que usava a palavra Rider... "Easy Rider". No entanto, o espirito rebelde que possuia nesse filme (e que talvez tenha sido a razão para lhe atribuirem aqui o papel de Diabo) não transparece em GR, acabando por ser um Principe das Trevas muito fraco e nada tenebroso. Eva Mendes tem uma interpretação segura q.b para um personagem que não é nada mais que um interesse romântico e a dama em perigo (uma caracteristica muito infeliz dos filmes sobre BD).



Apesar de todas estas fragilidades, GR consegue resultar, principalmente para um público que procura duas horas de entretenimento puro e até para quem é fã de comic books. Um aspecto muito positivo do filme, e até surpreendente, é a não existência de hip-hop ou rap na banda sonora. Nos dias de hoje que somos constantemente bombardeados com a "moda do hip-hop", quer seja na MTV ou na rádio ou em filmes, torna-se refrescante quando vamos ao cinema e damos por nós a ouvir Ozzy Osbourne e outros artistas do hard rock. Talvez seja por isso que Mark Steven Johnson caracterizou GR como parte western parte filme de terror. Não existia hip-hop no Oeste, senão era um filme sobre gangues.



A sequela já está em negociação. Esperemos que ainda seja melhor e mais divertida. Recomenda-se Ghost Rider.



Agora vamos à segunda parte deste post...


Escravatura portuguesa explorada por portugueses. Acho que todos os súbditos sabem do que o vosso King está a falar. Aqueles 71 portugueses que foram trabalhar para Espanha e depois viviam em condições miseráveis, não eram pagos e até tinha que fazer as necessidades na rua. E dos 17 exploradores, 13 era portugueses. Ora vamos cá a ver se eu entendo isto: primeiro eramos exploradores dos mares, depois ainda no mar resolvemos explorar a África (entendam isto como quiserem) e mais tarde a Ásia, a seguir resolvemos explorar o país (até ter surgido uma pseudo-revolução que continuou a exploração mas de forma mais subturfugia) e agora resolvemos explorar o zé-pequeno que procura algo melhor lá fora. Como diria a banda favorita do vosso King, os Metallica em "...And Justice For All":



(chorus)
JUSTICE IS LOST
JUSTICE IS RAPED
JUSTICE IS DONE

PULLING YOUR STRINGS
JUSTICE IS DONE

SEEKING NO TRUTH
WINNING IS ALL

FIND IT SO GRIM
SO TRUE
SO REAL


Pois é... solução para este problema caros súbditos? Simples. Esses 13 senhores eram banidos de Portugal, ostracizados, considerados traidores do seu país e da Humanidade em geral. Eram-lhes congeladas todas as suas contas bancárias que cá tivessem e os seus fundos eram dirigidos para as vítimas do seu acto exploratório. Iam acabar o resto dos seus dias numa ilha deserta com 100 metros de largura e comprimento, no meio do oceano. São por causa de pessoas como estas que acabamos por passar uma imagem negativa, pessimista e desmotivadora do nosso país em relação aos outros. É por causa de situações como esta que não saimos da sêpa torta.


É o direito de qualquer cidadão quer trabalhe no seu país ou no estrangeiro de ter os seus interesses salvaguardados pelo seu país de origem. Vamos ver o que o nosso governo decide fazer acerca disto.


Só para terminar, li na revista Premiere que este ano é 60º aniversário do Festival de Cannes e que para comemorar esse ano, vai ser feito um filme colectivo composto de 30 curtas-metragens com o máximo de duração de 3 minutos cada realizadas por nomes como: Wong-Kar-Wai, Ken Loach, Michael Cimino, Gus Van Sant, Abbas Kiarostami e Manuel de Oliveira... o quê?? Espera aí... eu escrevi bem?... eu li bem???.... Manuel de Oliveira??? Três minutos?? O homem nem vai ter tempo suficiente para pôr o título da curta quanto mais fazer uma curta inteira.



King Nothing

... where's my crown??

Quinta-feira, Março 01, 2007

Vostri Rexus Te Salutant
















Saudações bloggers, chungas, depravados, pervertidos, freaks, wannabe's e what-not's

Daqui fala Vossa Real Senhoria King Nothing. Como têem passado? Espero que bem. Sabem que dia é hoje? Não sabem? Pois bem, faz hoje exactamente 1 ano que o vosso King começou a sua conquista do cyber-espaço. Wow, como o tempo passa! Quando começei este blog estava a passar por uma fase dificil, cheia de incertezas e dúvidas existenciais... não, não é esse tipo de dúvidas. O vosso King é straight e muito straight. Não confundam o manifestar de alguns sentimentos e emoções com mariquices-pé-de-salsa. Bom, voltando ao assunto... hoje, apesar de ainda de tempo em tempos ter algumas hesitações, posso dizer que já começo a ver a luz ao fim do túnel.


E como conseguiste tu isso King?- perguntam vocês...



Eu sei que isto pode parecer um cliché, mas a verdade é que tem sido with a little help from my friends. Graças a esses "leais súbditos" tenho encarado a vida de uma forma mais positiva, reconhecendo aquilo que tenho de bom para dar e aquilo que tenho de mau e que necessita de ser modificado. Não se iludam, não é fácil reconhecer os nossos erros e menos fácil é não voltar a cair neles. Muitas cabeçadas tenho eu dado na parede... quero dizer, na parede da minha mente, eu não sou estúpido ao ponto de dar literalmente cabeçadas na parede. Felizmente os meus amigos têem estado comigo nas alturas certas e sem qualquer tipo de interesse (senão o interesse no meu bem estar e felicidade) têem-me apoiado e encorajado a acreditar mais em mim. Posso honestamente dizer que hoje sinto-me melhor que há um ano atrás e que daqui a um ano quero me sentir ainda melhor.


Essa mensagem de optimismo tem sido algo que tenho tentado passar aqui, de tempo em tempos (e sem querer soar a lamechas), no blog.


Apesar de num ano de blog ter ainda feito pouco "súbditos", sei que aqueles que fiz são verdadeiros Homens/Mulheres e para eles vai toda a minha amizade e respeito. Onde quer que estejam, quem quer que sejam, quer vos conheça ou não sei que vão triunfar em todas as adversidades que esta vida vos puser á frente. Os meus mais sinceros agradecimentos reais, pela vossa existência. Eu saúdo-vos.


Assim sendo pode-se dizer que este primeiro ano de blog foi como que um test-drive do cyber-universe, para descobrir se ainda existem pessoas neste nosso pequeno país de pequena mentalidade, que se desafiam diariamente a ser melhores do que aquilo que a nossa sociedade lhes permite. A resposta é SIM!



A todos vocês dedico este blog... e a partir de agora vai começar o verdadeiro Misteries of Life.



King Nothing

... where's my crown??

Sábado, Fevereiro 10, 2007

ROCKY, ROCKY, ROCKY!!!!


Hello bloggers, freaks, chungas, pervertidos, depravados, wannabe's e what-not's


King here... miss me??? Nem um pouquinho? Pois eu senti imensa falta de vocês... daqueles poucos que ainda cá aparecem. Felicitações ao Barrice e à Perdida-Achada pelas novas actualizações aos seus respectivos blogs. Apesar de não ter deixado novos coments, tenho visto os posts com bastante regularidade. Irei fazer um post acerca da minha falta de presença no meu reinado do cyberspace, num futuro próximo... mas agora vamos ao que interessa.


Acabei de ver o Rocky Balboa e posso dizer que é sem sombra de dúvida um dos melhores filmes deste ano.

Para quem não sabe o vosso King nasceu no ano de 1976. Portugal estava a dois anos na chamada "Democracia", na China era o ano do Dragão e na América um jovem actor de nome Sylvester Stallone criava um personagem que iria marcar uma geração de cinéfilos. Rocky Balboa não teve um parto fácil, nasceu logo a lutar. Fruto de uma necessidade quase evisceral, por parte do seu criador, de triunfar numa carreira artística em Hollywood, Rocky (realizado por John Avildsen) tornou-se a surpresa do ano vindo a ganhar o Oscar de melhor filme do ano (vencendo a Taxi Driver de Martin Scorcese), melhor realizador (John Avildsen, outra derrota a Scorcese) e melhor montagem. Aos 30 anos de idade, numa altura já dificil para aparecer, Sly tinha chegado ao estrelato e vencido. O seu argumento baseado em parte numa luta de boxe entre Muhammad Ali e Chuck Webner (onde um boxer sem chances aguenta 15 rounds com o campeão e chega a levar este ao chão) juntamente com uma forte vulnerabilidade e desejo de vencer por parte da sua personagem, criou um icon do dia para a noite.

As sequelas seguintes, realizadas e escritas pelo próprio Stallone (parte 2, 3 e 4) solidificaram a sua carreira como actor e realizador assim como o historial do personagem. Lembro-me que o primeiro Rocky que vi no cinema foi o 4º e o impacto era de tal forma enorme, que o público pôs-se a gritar: ROCKY, ROCKY, ROCKY quando este estava a lutar contra o russso Ivan Drago (Dolph Lundgren). A energia era simplesmente fenomenal. Em 1991 John Avildsen voltou para realizar Rocky V, a história onde o personagem depois de anos de sucesso e glória é impedido de lutar devido a severos traumas cranianos e perde todo o seu dinheiro acabando por retornar aos seus humildes começos e origens, onde acaba por se conformar com o que tem e prosseguir a sua vida com o seu filho, a esposa Adrian e o rezingão cunhado, Paulie. Este filme nunca foi tão bem visto como os anteriores e deixou um sabor amargo tanto no público, que achou-o como uma fraca despedida ao personagem, como no actor e seu criador. Stallone acabou por seguir outros projectos, alguns bons outros nem tanto e a pouco e pouco foi desaparecendo da ribalta. Os filmes de acção estavam a mudar e os heróis da década de 80 começavam a mostrar um certo envelhecimento sendo substítuidos por outros mais jovens e dinâmicos.


Mas isso não impediu Stallone.

30 anos depois do Rocky original, Sly volta com o seu personagem favorito, para que ele e o seu público tenham mais uma chance de se despedir deste icon como realmente deve ser, numa boa história e num ringue. Novamente com uma história baseada em parte, no comeback do boxer veterano George Foreman que com 40 e muitos anos voltou para provar que ainda conseguia lutar com alguém com menos de metade da sua idade, Rocky encontra-se agora sozinho. A sua esposa morreu em 2002 com um cancro nos ovários, o seu filho não se quer relacionar com ele pois acredita que a fama do pai ofusca qualquer oportunidade deste vencer na sua vida e Rocky gere agora um restaurante italiano (com cozinheiros mexicanos) onde conta aos clientes as suas histórias no ringue (um pouco como Jack LaMotta em Touro Enraivecido de Martin Scorcese).

Para quem espera um filme cheio de acção, esqueça. Este é um Rocky envelhecido, com quase 60 anos (a idade do actor e criador) que sente que perdeu tudo e que realmente não está a fazer nada neste mundo, desde o falecimento da sua esposa. Ao mesmo tempo reconhece que aquela força de vencer, a chama, ainda existe dentro dele e que necessita de provar a si próprio que ainda tem muito para dar (algo que também se nota no actor Sly). Este filme é sem sombras de dúvida, uma grande despedida ao personagem e o melhor filme desde o original. Aliás só é preciso ver o Rocky original e depois este para perceber toda a história. A fotografia é excelente e relembra os grandes filmes da década de 70. Simples mas perfeita.


Stallone mostra-nos aqui que podemos envelhecer, mas o nosso espírito pode perdurar para sempre jovem e que mesmo mais velhos ainda temos (e mereçemos) um lugar neste mundo. O actor, argumentista e realizador ainda está vivo e bem vivo e ainda pode surpreeender muita gente. Aconselho vivamente a verem este filme. Tomem nota no final do combate, quando Rocky se volta para se despedir do público. É deveras emocionante, porque na realidade é Sylvester Stallone a despedir-se de Rocky, o personagem e a agradecer a sua existência.


5 estrelas!


King Nothing
...where's my crown??


P.S- Esperemos que Die Hard 4 tenha o mesmo sucesso deste Rocky Balboa. Em Junho veremos...
P.S.P- Para quem não sabe começei este post na madrugada de sábado e apenas acabei agora às 5.20 pm de domingo. Isto é que se chama dedicação... ou preguiça. As you like it...

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

King's first video... video of photos, that is... Comentem ou serão chacinados!!

http://www.youtube.com/v/P9PKjU--IqU">

Domingo, Dezembro 31, 2006

New Year Resolutions 2007



Saudações reais, caros bloggers, chungas, depravados, pervertidos, wannabe's e what-not's



Com apenas minutos para o inicio de 2007 e tendo em conta que só verão este post já no próximo ano, achei que como vosso King é a minha obrigação cuidar dos vossos interesses, meus caros súbditos. Espero que tenham feito resoluções ou promessas (como queiram chamar... as you like it) e que desta vez as resolvam cumprir. Não se enganem a vocês mesmos, pelo contrário sejam verdadeiros para convosco e procurem em vós as respostas para as perguntas que fazem (thanks for the support, mate). Ouçam o vosso coração, tracem um propósito de vida e sigam-no. Se falharem ao menos ficam a saber do que são feitos, e ninguém vos poderá dizer que nunca fizeram nada. Vivam para hoje porque o amanhã poderá não aparecer.


A todos aqueles que tem aparecido por aqui e pronunciado a sua opinião, os meus mais sinceros e reais agradecimentos.


Feliz Ano Novo 2007


King Nothing

... where's my crown??